Ervas Históricas e Sagradas da Bruxaria

 

Meimendro-Negro (Hyoscycamus niger L.)
Planta extremamente tóxica e muito popular na Bruxaria e Feitiçaria – dizem que é usada na Conjuração de Demônios, na Invocação de Espíritos e na Arte da Profecia. Depois da ingestão em forma de suco, a visão fica turva, vaga e parece distender-se no sentido longitudinal onde nada é alcançado. Aqueles que já experimentaram confessam que as alucinações são muito reais (praticamente impossíveis de distinguir o real do imaginário). Proporciona uma sensação profunda de languidez, onde o indivíduo acaba dormindo e então, acontecem aparições fantásticas que ajudam a predizer o futuro.
Essa planta é vilosa-penugenta, com um cheiro estupefaciente e desagradável. Possui um sabor amargo e acre, e suas flores possuem uma estranha e impressionante aparência – pétalas cinzentas e amareladas com veios roxos.
É originária de regiões mediterrâneas, mas hoje em dia, já é cultivada em diversos outros países. Utilizado desde a Antiguidade, o Meimendro aparece no Papiro de Ebers (o mais antigo e importante Tratado Médico Egípcio) como um remédio para dor de dente.
Na Magia de Deslocamento, é um dos principais e mais importantes componentes do lendário “Unguento de Vôo” – possui efeito sedativo sobre o Sistema Nervoso Central e é um analgésico local muito potente.
Aparece também na poção que Circe deu aos homens de Odisseu (da Odisseia de Homero ) transformando-os em porcos e javalis. Na Mitologia Greco-Romana, era dito que todos os mortos recebiam uma Coroa de Meimendro para entrar no Submundo.
Como veneno, teve um grande destaque na peça “Hamlet” de Shakespeare – o pai de Hamlet morre após tomar um copo de suco de Meimendro-Negro.
Faz parte da Família das Solanáceas e é muito indicado para tratamentos de espasmos gastrointestinais. Por ter uma reduzida margem terapêutica, seu uso popular é proibido, pois contém como alcalóides predominantes, a Hiosciamina e Escopolamina. Seu envenenamento causa sonolência, delírios, convulsões, coma e morte.